Pular para o conteúdo principal

Imediatismo

"Mesmo quando tudo pede
Um pouco mais de calma
Até quando o corpo pede
Um pouco mais de alma
A vida não para..."

                     O mundo está repleto de gente que despreza o lugar e a profissão do outro. Que mania que as pessoas têm de buscar a visibilidade, de querer aparecer. Será por disputas de poder? Ou pelo simples convencimento de que são os melhores do mundo. Observo isso a cada dia, principalmente no meio acadêmico, há uma disputa incessante para ver quem conta primeiro uma história, quem irá fazer o melhor trabalho, a melhor pauta. Há uma ganância crescendo nesse meio. Mas o que mais me preocupa, e por isso escrevo, é que todo mundo quer ser (se acha) jornalista, todo mundo quer noticiar, e com as redes sociais então nem se fala. É o mesmo  que se medicar em casa, ignorando totalmente a função de um médico. O profissional que passa por um curso superior, terá um preparo para noticiar o mundo, é claro que nem sempre isso acontece, mas em tese era para acontecer.
          Outro ponto importante que vem povoando meus pensamentos, é essa sede de informação, de rapidez, tudo tem que ser imediato. Como se os profissionais da comunicação fossem imbatíveis, que a velocidade de poucos cliques substituíssem alguns minutos elaborando o lide. Cada um tem o seu lugar, tem o seu cargo, e se merecer terá seu trabalho reconhecido. Esse crescente sensacionalismo tem que ser banido da vida não só jornalística, mas do mundo inteiro. Precisamos parar com a dramatização e encarar que cada um tem sua função, cada profissão tem seu papel.

Comentários

  1. Chegamos em uma época em que a profissão que tu escolhe seguir é posta em discussão por todos. Sendo que a maioria nem sabe ao certo o que o profissional faz, é muito julgamento pra pouca informação. Até mesmo na faculdade, uns cursos se acham melhores que os outros. No ramo jornalístico acredito eu, que para divulgar uma informação necessita-se de muita pesquisa para saber a veracidade dos fatos. E se uma emissora se recusa a não transmite os reais acontecimentos, isso não é culpa do profissional, pois ele está lá realizando seu trabalho.

    Então, cada qual trate de exercer sua respectiva profissão com competência e pare de julgar o que os outros fazem ou deixam de fazer. :)

    ResponderExcluir
  2. Exato! não devemos por em julgamento o trabalho dos profissionais seja a profissão que for, pois não estudamos 5 anos atoa.

    ResponderExcluir

Postar um comentário

Postagens mais visitadas deste blog

Cinema

        Façam suas apostas! Faltam menos de um mês para a maior festa do cinema mundial, o Oscar, os indicados as categorias foram divulgados faz algum tempo. Conheça melhor um dos filmes cotados para levar até cinco estatuetas em 2011... * Cisne Negro : Muito elogiado pela crítica e sucesso de bilheteria na estreia norte-americana, o aclamado drama de suspense Cisne Negro chega aos cinemas brasileiros trazendo a história de Nina (Natalie Portman), uma bailarina assustadoramente perfeita que promete envolver o espectador do início ao fim do filme. Indicações : - Melhor filme - Melhor diretor: Darren Aronofsky - Melhor atriz: Natalie Portman - Melhor fotografia - Melhor edição (Foto por: Divulgação/Fox Film)         I ntegrante da companhia de dança de Nova Iorque, Nina tem sua vida totalmente consumida pela profissão, a fim de conseguir o tão sonhado status dentro do grupo. Essa grande ambição, porém, é apoiada ...

Reflexões...

Esse texto é de uma das minhas escritoras favoritas, a gaúcha Martha Medeiros. Martha é colunista do jornal Zero Hora de Porto Alegre, e de O Globo, do Rio de Janeiro. A Alegria na Tristeza O título desse texto na verdade não é meu, e sim de um poema do uruguaio Mario Benedetti. No original, chama-se "Alegría de la tristeza" e está no livro "La vida ese paréntesis" que, até onde sei, permanece inédito no Brasil. O poema diz que a gente pode entristecer-se por vários motivos ou por nenhum motivo aparente, a tristeza pode ser por nós mesmos ou pelas dores do mundo, pode advir de uma palavra ou de um gesto, mas que ela sempre aparece e devemos nos aprontar para recebê-la, porque existe uma alegria inesperada na tristeza, que vem do fato de ainda conseguirmos senti-la. Pode parecer confuso mas é um alento. Olhe para o lado: estamos vivendo numa era em que pessoas matam em briga de trânsito, matam por um boné, matam para se divertir. Além disso, as pessoas estão sem dinh...

Dear Mr. President...

            Hoje em meio aos cadernos e trabalhos com uma atividade que a professora de Inglês pediu. Que era para escolher uma música em inglês e traduzí-la, o trabalho é em trio e então cada um de nós queríamos uma música (risos), mas chegamos em um acordo e escolhemos esta.             A música Dear Mr. President mostra a realidade que a maioria dos governantes desconhece. Pink faz um convite ao presidente para que conheça a sociedade e as coisas erradas que acontecem em seu país. Como diz a música um presidente que nem sequer sabe o que é trabalho pesado. Isto é vivenciado cotidianamente por todo o planeta, enquanto poucos vivem em palácios, sobre as melhores griffes, muitos ainda clamam por um único prato de comida, por um abrigo digno, ou por um simples reconhecimento por serem seres humanos.