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Indispensáveis II

Alice In Wonderland (Alice no País das Maravilhas)


Publicado em 1865 por Lewis Carroll (pseudônimo do escritor, matemático, desenhista e fotógrafo Charles Lutwidge Dodson), “Alice no País das Maravilhas” foi escrito para a garota Alice Liddell e suas irmãs, filhas de um importante magistrado inglês. Hoje o livro é tido como uma obra-prima da literatura mundial, uma fantástica história recheada de referencias filosóficas e enigmas matemáticos por entre suas páginas.

O filme mais recente foi lançado em 2010 pela Disney e pela direção de Tim Burton.


Uma curiosidade muito interessante está na criação da história: o escritor simplesmente narrou (no improviso) a história para Alice e suas irmãs durante uma viagem pelo rio Tâmisa em 1862, sendo transcrito apenas dois anos depois como presente à menina e publicado no ano seguinte. Os personagens principais foram inspirados em pessoas do convívio de Charles e das meninas. Sua mãe autoritária deu origem a Rainha de Copas e consequentemente seu pai, o Rei, que sempre viveu a sombra dela.
Logo no início, nos surpreendemos com a história de Alice que, ao sair para o campo com sua irmã mais velha, vê um coelho branco tirar um relógio do bolso do colete e anunciar “Estou atrasado!”. Achando o fato extraordinário ela o segue e cai em sua toca, que transporta tanto a menina quanto o leitor para o País das Maravilhas, um lugar ilógico e fantasioso cheio de criaturas falantes e loucas festas do chá em companhia do Chapeleiro Maluco, da Lebre de Março e do Dormundongo além de outros personagens-chave muito conhecidos que interferem diretamente na história da menina Alice como o Gato Risonho e a Rainha de Copas.




A história de Alice nasceu como conto infantil, evoluiu para uma complexa provocação matemática e consolidou-se por sua capacidade semântica e criativa. Tudo para instigar as mentes juvenis da virada do século 19, quando o mundo ainda precisava ser explorado e a vida era difícil, mesmo para uma burguesia limitada por seus portões de aço ou mansões cercadas pela pobreza do proletário industrial. As barreiras modernas são outras e o amadurecimento de Alice caminha na direção da independência – pessoal e comportamental. É a jovem atual e, no mundo virtual de seus sonhos, pode tudo. Muda de tamanho, de visual, de idéia, de postura e precisa matar um monstro por dia. Alice não é mais menininha e não há príncipe encantado vindo salvá-la, pelo contrário, só ela pode decidir o destino do País das Maravilhas.
Tudo muda a nossa volta, mas as maiores mudanças acontecem quando mudamos mais que o entorno. Uma Estranha Numa Terra Estranha. Ainda não está pronta. O tempo é curto. O Coelho Branco está atrasado. E o Jabberwocky está à espreita.


Com quase 150 anos, essa fábula ultrapassou os séculos e continua encantando a todas as crianças com uma leitura envolvente e dinâmica. O livro de Lewis Carroll ainda é uma das melhores sugestões de leitura para crianças de 0 à 99 anos!


Chapeleiro:
" - Por que um corvo se parece com uma escrivaninha?"


Comentários

  1. Adorei saber a criação de Alice. E realmente, é indispensável! Muito boa a postagem, todos deveriam ler.

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  2. É bem legal a forma de criação e a inspiração do autor. Verdade Isadora, é um livro para todos! :D

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  3. Desde pequena li a história mas nao ligaava muito os fatos, quando um dia vi o filme. é uma história que como todas as de princesas e príncipes tem um fundo verdadeiro e o que mais me marcou é a parte que ela nao acha o rumo porque na verdade ela nem sabe pra onde quer ir.

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