Pular para o conteúdo principal

Crônica sobre umas frases ditas

        - Quando vê já é dezembro, já é natal, a gente já tá UFRGS.


Janeiro...Maio...Setembro. Assim o ano se foi. Onde eu estive? Não tenho tempo suficiente. Preciso terminar meus trabalhos. Dezembro está aí outra vez. Sim, parece atitude de um ansioso, e realmente é. Já não tenho mais tempo para divagações e viagens. Dezembro está aí e tenho a defesa do TCC, que só por mencionar essa sigla já causa estranheza em muitas pessoas. Aquela comodidade de todo dia ir para a Universidade parece que está com os dias contados. E o RU, as amizades, as horas que reclamamos que queríamos estar em casa e nas nossas cidades. 


Ninguém sabe ao certo o que terá depois de passar quatro anos cursando algo que sempre sonhou. Mas sonhar e ser são coisas muito diferentes, aliás extremamente diferentes. Talvez a paixão sempre nos mova. É a paixão sim, pela profissão, pela vida, pelas canções que nos embalam todo dia. Alguns dias são mais arrastados e parece que nada vai surtir efeito, muitos culpam o mês de Agosto. Discordo, cada dia é singular. Mas sei que a simples passagem frenética deles me assusta.


A frase que abre o texto, foi dita em 2010, por uma amiga e colega de ensino médio. Ainda almejávamos a faculdade, nem sabíamos o que o futuro nos reservava, mas arrisco a dizer que já naquele instante estávamos nos preparando para todas essas mudanças que viriam e ainda estão por vir. Ao findar esse breve texto edito a frase:

     - Quando vê já é janeiro, a gente já tá formada, a gente vai tá morando na Austrália ou no Uruguai.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

"Faça amor, não faça guerra."

Dentre os acontecimentos desses últimos dias, destaca-se um fato um tanto quanto inusutado. A foto de um casal se beijando em meio a uma confusão envolvendo policiais e os torcedores do Vancouver Canuscks que foram derrotados em casa pelo Broton Bruins, na liga de hóquei no gelo em Vancouver no Canadá. O rapaz é Scott Jones, um jovem australiano que vive no Canadá há seis meses, trabalhando como barman e atuando como humorista de stand-up. A garota, a canadense Alexandra Thomas, uma engenheira ambiental. Alexandra foi derrubada pelos policiais durante a confusão e se feriu. O rapaz se deitou ao lado dela para confortá-la. Ela estava chorando e ele apenas a beijou para acalmá-la. *-* Esse fato foi comparado ao beijo dado por um marinheiro e uma enfermeira na Times Square em Nova York, durante o término da Segunda Guerra Mundial (fizemos uma postagem em 2010 sobre a comemoração ao dia 14 de agosto, no qual terminou a Segunda Guerra e milhares de pessoas se reuniram em volta à estátua do ...

Reflexões...

Esse texto é de uma das minhas escritoras favoritas, a gaúcha Martha Medeiros. Martha é colunista do jornal Zero Hora de Porto Alegre, e de O Globo, do Rio de Janeiro. A Alegria na Tristeza O título desse texto na verdade não é meu, e sim de um poema do uruguaio Mario Benedetti. No original, chama-se "Alegría de la tristeza" e está no livro "La vida ese paréntesis" que, até onde sei, permanece inédito no Brasil. O poema diz que a gente pode entristecer-se por vários motivos ou por nenhum motivo aparente, a tristeza pode ser por nós mesmos ou pelas dores do mundo, pode advir de uma palavra ou de um gesto, mas que ela sempre aparece e devemos nos aprontar para recebê-la, porque existe uma alegria inesperada na tristeza, que vem do fato de ainda conseguirmos senti-la. Pode parecer confuso mas é um alento. Olhe para o lado: estamos vivendo numa era em que pessoas matam em briga de trânsito, matam por um boné, matam para se divertir. Além disso, as pessoas estão sem dinh...

Martha Gellhorn

          Martha Gellhorn (08 de novembro de 1908 - 15 de Fevereiro de 1998) foi uma romancista americana,  escritora de viagens  e  jornalista  , considerada uma das maiores correspondentes de guerra do século 20. Ela relatou praticamente todos os grandes conflitos mundiais que ocorreram durante sua carreira de 60 anos.   Foi  a terceira esposa do romancista norte-americano Ernest  Hemingway   de 1940 à 1945.     Gellhorn começou por acaso na profissão. Judia e pacifista, virou militante antifascista por conta do nazismo, que apoiava o franquismo na guerra na Espanha. Foi para lá não para escrever, mas, com uma carta de apresentação da "Collier's", foi convencida a relatar o que via em Madri. A revista pediu mais. Sua descrição, de 1937, da morte de uma criança espanhola vale para qualquer época.  "A senhora está no meio da praça quando ocorre a próxima explosão. O obus dispara um es...