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Ainda tem muito "pano pra manga"...


O vazamento de petróleo no Golfo do México que foi o maior desastre ambiental da história mundial, foi estancado dia 15 (última quinta-feira), mas ainda traz preocupações: mesmo que o sistema impeça que mais óleo volte a jorrar até a entrada em operação de poços alternativos que estão sendo construídos ao lado do original, este é apenas o primeiro passo da série de medidas que a BP precisa tomar, segundo Ricardo Baitelo, coordenador da Campanha de Energias Renováveis do Greenpeace no Brasil. Depois disso, vem a necessidade de impedir que a mancha de óleo continue se alastrando e a limpeza - etapa mais complicada. "A limpeza é muito difícil porque o óleo está em diferentes profundidades", explica. Embarcações pequenas e de grande porte, como o gigantesco navio taiuanês A Whale, absorvem o petróleo e a água 'empetrolada' e depois filtram o petróleo e expelem a água. Assim que o vazamento for contido em definitivo, a limpeza deve se tornar a maior preocupação da BP. O tempo que ela pode levar é imprevisível. O acidente do Exxon Valdez - petroleiro que bateu em um recife na costa do Alasca em 1989, provocando o derramamento de 42 milhões de litros de óleo no mar - ainda traz problemas.
Embora grande parte da atenção mundial só tenha despertado para os perigos da exploração de petróleo após o acidente com a plataforma, Ricardo Baitelo afirma que este risco não é novidade e chama a atenção para o caso do Brasil. "No caso brasileiro, o risco é até maior", diz. O Brasil iniciou a produção de óleo da camada do pré-sal, garantindo que a produção nas bacias nacionais está apenas começando e que as normas de segurança adotadas aqui estão entre as melhores do mundo. Para Baitelo, embora as empresas exploradoras garantam que estão fazendo todo o possível para mitigar os riscos de novos desastres, uma situação como esta "é imprevisível". "O mais eficiente seria reduzir o uso do petróleo. Nós não só estamos correndo riscos, como o de explosão, mas também contribuindo com o aquecimento global", afirma.
No dia 12 de julho, o governo dos EUA decretou uma nova moratória para manter temporariamente a suspensão nas perfurações petrolíferas em águas profundas no Golfo do México. Ela vai vigorar até o dia 30 de novembro e faz parte da luta contra novos acidentes. Após o início do vazamento, o governo de Barack Obama já tinha suspendido a concessão de novas formas para busca de jazidas de petróleo e suspendido a perfuração em 33 poços já abertos no Golfo. A União Europeia (UE) também anunciou no dia 14 de julho que estuda aprovar a proibição total de perfurações de petróleo em águas profundas.

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